quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Uma sauna aberta

Faz um calor terrível aqui em Buenos Aires. Há uns dias atrás que sinto até preguiça de sair na rua de tanto calor. Eu até pensava que hoje choveria, já que fazia o maior calor do mundo e o céu estava bem carregado de nuvens, mas até agora nada. Nem uma gotinha do céu para dar uma trégua a tanto calor. O duro é que o calor aqui é úmido, bem úmido, tipo o da praia nos dias mais calorosos, mas sem ventinho nem brisa do mar. É aquele calorão de quando se está cozinhando alguma coisa com o forno e fogão acesos e as portas fechadas em pleno verão. Eu já detestava essa estação do ano, agora que ando padecendo tanto calor, detesto mais ainda. Antes de vir para cá eu não era de suar muito e usava lentes acuvue. Não sei se é pelo clima de São Paulo, que também é caloroso, mas não tão pesado como aqui. Para vocês terem uma ideia, quase dá para pegar o ar com as mãos, de tão pesado, parece que o ar é como um tijolo. Desde que vim pra cá também sofri algumas consequências do calor: pés e mãos inchados por causa da alta temperatura e até certa dor nos tornozelos. Minha mãe e minha avó sofrem de retenção de líquido e eu descobri que também sofro. Nunca tinha me passado, mas desde o primeiro verão aqui, sinto que meus pés incham e doem por causa do calor. Mas o duro mesmo é ter que sair na rua. E se tiver que pegar ônibus ou metrô nesses dias de verão é praticamente como se encontrar com o diabo a poucos metros da sua casa: é uma verdadeira sauna, ainda mais cheia de gente e vamos dizer que nem todos estão com o desodorante em ordem.

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